No dia 26 de agosto saímos de Cusco cedinho, já com nossas malas e seguimos para fazer o passeio pelo do Vale Sagrado. Para fazer esse passeio é necessário possuir o Boleto Turístico e o valor da van com o guia e o almoço incluso custa em média 80 Soles por pessoa.

Chinchero
Nossa primeira parada foi no povoado de Chinchero que fica a 30km de Cusco, cerca de 50 min de van. No local encontram-se ruínas de terraços agrícolas que sobem do leito do rio até a igreja Virgem da Natividade. O lugar foi muito importante para a produção agrícola da época. Fato bastante curioso que nos chamou a atenção foi que em 1536, durante a conquista espanhola, Manco Inca iniciou sua rebelião queimando Chinchero para que os espanhóis não pudessem renovar seus suprimentos deixando-o de persegui-lo enquanto fugia para a selva.
Ainda em Chinchero, paramos para visitar uma comunidade local onde aprendemos um pouco sobre como eles produzem a lã e os fios que utilizam para tecer tapetes, blusas, bolsas e diversos outros tipos de artesanatos.
Entrada Boleto Turístico

Moray
O Sitio Arqueológico de Moray é formado por uma série plataformas circulares que parecem anfiteatros. A maior apresenta 12 terraços e tem profundida de 100m.
Para os pesquisadores, os terraços funcionavam como um centro de pesquisa agrícola, onde cada nível oferecia um micro clima diferente e servia para cultivar diferentes plantas de forma experimental. Os terraços foram construídos sobre muros de contenção cheios de terra fértil e eram regados por meio de complexos sistemas de irrigação. No fundo dos terraços, existe um sistema de armazenamento de água das chuvas.
Entrada Boleto Turístico

Salineiras de Maras
Na sequência fomos conhecer as Salineiras e já chegamos curiosos para saber como é que havia uma fonte de água salgada a mais de 3000 metros do nível do mar! Nossa guia nos explicou que a água vem de um riacho subterrâneo é trazida por dentro das montanhas por uma canalização natural. Essa água é direcionada até as poças onde é deixada até secar para extrair o sal. Atualmente as salinas são exploradas por famílias que vivem em Maras e cada família tem direito a explorar 40 poços. No local há também uma feira com artesanato, comidas e bebidas além de diversos tipos de sal!
Entrada 10 Soles

Ollantaytambo
Saímos de Maras e seguimos rumo a Ollantaytambo que ficou conhecida por ser o último ponto de resistência durante a invasão espanhola – a cidade nunca foi abandonada pelos Incas mesmo com a colonização. Por isso, é um dos poucos lugares que conseguiu manter muito de sua estrutura original e é a única cidade Inca habitada. No tempo dos Incas a cidade servia como centro cerimonial, fortaleza militar e armazém de alimentos e era considerada estratégica devida a sua localização privilegiada entre Cusco e Machu Picchu.
O passeio em grupo é bem legal, mas fica só em torno das ruínas e ficamos com vontade de passear pela cidade para conhecer mais! Numa próxima oportunidade com certeza iríamos programar de dormir ao menos uma noite por lá. Ollantaytambo tem uma estação de trem de onde saem os trens que levam até Águas Calientes que é a porta de entrada para quem vai a Machu Picchu.
Nosso passeio ainda iria para Pisac mas nós não fomos até lá. Nos despedimos do grupo e seguimos nosso roteiro. Caminhamos cerca de 10 minutos até a Estação Ferroviária onde pegamos nosso trem para Águas Calientes.
Mas isso é assunto para um outro post que faremos em breve falando sobre Águas Calientes e Machu Picchu.

 

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